quarta-feira, 30 de junho de 2010

Uma Longa Espera

Gritos. Gritos histéricos, quase ensurdecedores. Um amontoado de garotas se jogavam contra as grades do London’s Heathrow Airport, pouco se importando com a costumeira garoa que caía, tingindo o céu de cinza.

Eu era uma das poucas que não gritavam. Estava muda de emoção, atenta ao menor sinal de Logan Wade Lerman. Segurei fortemente o meu caderno, cuja capa era repleta de fotos do meu ídolo. Olhei para meu amigo Dan, que gritava junto das pessoas. Sorri, ajeitando melhor meu guarda-chuva amarelo.

Dan era um dos meus únicos amigos. Ninguém gostava muito de mim no colégio, e era sempre o alvo das gozações por causa de três motivos: meus cabelos laranjas, que havia tingido para me diferenciar de minha irmã Hilary; o fato de eu ser do Grupo de Teatro, a atividade extracurricular mais desprezada; e minha paixão por Logan. Com Dan, a coisa era pior: por ser gay e também fazer parte do Grupo de Teatro, ele sofria o dobro, mas nunca perdia o bom-humor, coisa que eu admirava.

Continuei encarando meu melhor amigo. Dan tinha cabelos loiros, quase brancos, e que normalmente usava com um topete anos 70, que se mantinha firme e forte debaixo de seu guarda-chuva vermelho. Seu rosto tinha algumas sardas, e usava um pequeno alargador na orelha esquerda. Sua boca, sempre levemente rosada, tinha um piercing no canto.

De repente, os gritos aumentaram. Vi Katie, acessora de Logan, com um guarda-chuva preto e andando, decidida, em passos firmes, com seu sapato boneca preto. Vestia um terninho e levava em mãos uma pasta. Seus cabelos loiros estavam presos num coque, e seus olhos, impenetráveis, nos encaravam por detrás do óculos de grau. Ela fez um movimento com as mãos, e os gritos cessaram, quase por mágica.

- Senhoras e senhores, sou Katie, acessora particular de Logan Lerman. – ela anunciou, a voz igualmente firme. – Infelizmente, o senhor Lerman não poderá chegar aqui em Londres, pois houve um pequeno incidente no embarque. Esclareço, desde já, que não é nada grave, e ele fará sua visita á Londres assim que possível. Nós, da equipe do senhor Lerman e o próprio lamentamos muito.

Katie encarou cada um de nós novamente, sem mostrar nenhum sinal de fraqueza. Continuava firme. Nós, as fãs, nos encaramos, mudas. O silêncio foi logo quebrado por xingamentos, gritos e soluços. Já pressentindo o pior, Dan puxou meu braço. Eu não conseguia correr, não sentia meus pés. As palavras de Katie ainda ecoavam na minha cabeça, se misturando com os gritos ao fundo. Então, eu comecei a chorar.

Sem forças, me agarrei no braço magro e quase transparente de Dan. Ele me pegou no colo e fugiu comigo para outro local mais seguro. Ao redor, muita gente transitava, como de costume. Empresários, famílias, jovens, crianças. Eu não gostava muito de aeroportos, principalmente o Heathrow, onde há 13 anos atrás eu tinha visto meu pai indo embora para Nova York, prometendo que voltaria para nós. Ter mais um sonho destruído naquele mesmo aeroporto era demais para mim.

Dan me sentou em um banco vago, afastado da movimentação do lugar. Sem dizer nada, ele me abraçou, deixando que minhas lágrimas molhassem a jaqueta listrada que ele usava. Ficamos assim por um longo tempo, até que minhas lágrimas deram lugar a soluços barulhentos. Quando me afastei dele, vi várias fãs de Logan, desoladas, caminhando em direção da saída. Dan beijou minha testa como consolo, e foi me guiando até um café próximo. Ele pediu dois capuccinos e um brownie de chocolate.

Nosso pedidos chegaram por meio de uma garçonete de cabelos castanhos, que sorriu para Dan. Já estava acostumada a ver essa cena, e tudo o que eu podia sentir era pena daquelas garotas. Dan era realmente um cara bonito, um “desperdício”, como dizia minha vizinha Julie. Sorri para mim mesma.

Depois que comemos, fui para o banheiro. Encarei meu reflexo no espelho: a mesma pele pálida de sempre, os olhos verdes inchados de choro e aqueles cabelos vermelho-alaranjados, repicados até os ombros, cobertos por uma jaqueta preta simples. Ajeitei meus cabelos com os dedos e saí de lá.

- Sua mãe ligou. – ele exibiu meu celular em seus dedos longos. – Vai viajar para Kent com Madelaine á trabalho. Pode dormir lá em casa essa semana, até ela voltar, se quiser.

Assenti, inexpressiva. Sentei ao seu lado e tombei minha cabeça em seu ombro. As viagens constantes de minha mãe á Kent sempre me obrigavam a passar alguns dias na casa de Dan, o que de certo modo era bom: seus pais, um casal de roqueiros, me tratavam como filha, e me recebiam muito bem. De vez em quando, deixavam eu ouvir os seus discos favoritos, e me contavam histórias do tempo em que eram grandes rockstars e que chegaram até a conhecer grandes músicos britânicos, como Mick Jagger. Mas naquele momento eu não estava a fim de ir para a casa de Dan. O que eu queria era outra coisa. Eu queria Logan Lerman.

- Eu não quero sair daqui. – eu disse, quase chorando. – Você sabe o quanto ele é importante para mim, não sabe?

- Eu te conheço melhor do que você mesma, Hayley. – Dan me abraçou. Estavámos ambos molhados, mas não ligamos. Aquilo era muito normal em Londres, tal como a garoa. – Mas, pensa bem: não é muito sensato dois jovens de apenas 16 anos ficarmos esperando um vôo que pode demorar meses para chegar aqui. Ainda mais você, que é tão frágil. Vamos para minha casa, daí qualquer notícia do Logan, voltamos aqui, está bem?

- Não, Dan, não. – relutei. – Nem que eu precise ficar aqui por três meses, eu fico. Não posso perder mais um sonho aqui.

Sem palavras, ele assentiu. Continuei abraçada com ele por um longo tempo, até que adormecemos juntos no banco. Tamanho era nosso cansaço que só fomos acordardados na manhã seguinte, pela garçonete morena do Starbucks.

Ela nos perguntou o que estavámos fazendo ali, se não precisávamos de um café, por conta dela, claro. Aceitamos e enquanto ela trabalhava, inventamos uma história de que nosso vôo havia sido cancelado, mentira que nós ainda contaríamos á muita gente.

Mal sabíamos nós que aquela manhã conversando com Emma seria apenas o começo de uma longa espera. Até que não era tão ruim, pois o Heathrow tinha uma grande infra-estrutura. Os dias passavam lentamente, quase sempre envoltos em uma espessa garoa ou por um céu nublado. Com aquele tempo, dava para entender a cor da minha pele.

E foi assim que passamos três dias naquele aeroporto: se alimentando á base de cafés, chás e brownies e passeando em lojas que vendiam postcards do Big Ben. Já estavámos acabados e cansados daquela rotina, mas eu insistia em continuar ali. “Teimosia devia ser seu sobrenome.” repetia Dan.

Até que, no quarto dia, quando a tarde já havia chegado, os alto-falantes interromperam minha rotina, junto com as telas mostrando um noticiário. “Estamos com o controlador de vôos Sr. Jeremy Law, do Los Angeles International Airport e a situação parece ter melhorado, não é Sr. Law? – Sim, a situação está melhore já são possíveis vôos internacionais...”

- Dan, você ouviu isso?

- Claro que ouvi, Hayley! Vamos, tenho mais algumas roupas aqui, se troca e fica linda para ver o Logan. – ele me ofereceu minha calça jeans skinny, minha camiseta da banda The Killers e meu moletom preto onde se lia em branco “LO VE”.

Fui correndo para o banheiro me vestir. Tirei meu jeans surrado e a camiseta preta básica e me vesti animada. Encontrei Dan vestindo jeans, um tênis vermelho fabuloso e um sobretudo preto, de gola alta, que ressaltava bem sua pele branca e seu topete, agora arrumado. Ele cheirava a 212 Men e pomada modeladora para cabelos.

Continuamos esperando por horas e horas, mas para quem já havia ficado por ali quatro dias, dez horas não eram nada. O sol suave da tarde já ia embora, e noite vinha rapidamente. O mais impressionante era que nenhuma nuvem cobria o céu, coisa rara em Londres. Fiquei tentada em observar melhor aquela noite maravilhosa.

Arrastei Dan até um local aberto, levando conosco nossos pertences. Sentia o olhar de Emma nos vigiando, mas dei de ombros e segui até o local. Tomar um ar talvez fosse um bom calmante para uma fã que transbordava amor. Assim que saímos, senti uma leve brisa e algumas gotas frias sobre o meu moletom. Deduzi que eram as gotas dos outros dias, que ainda pingavam sobre Londres. Para minha surpresa, era a chuva londrina novamente. E dessa vez, mais forte.

Tentamos voltar para dentro do aeroporto, encharcados e xingando a chuva. Dan se lamentou porque agora seu topete estava murcho e tremíamos de frio. Já era de madrugada, e se via algumas pessoas dormindo desconfortáveis em seus assentos. Afastei uma mecha laranja molhada da minha testa, e fechei os olhos, suspirando longamente.

Mal havia aberto os olhos novamente, vi um garoto de mais ou menos 175cm de altura, parado com seu carrinho de bagagens de duas malas grandes e uma capa para violão. A claridade de seus olhos era quase cegante, mais azuis que o Mar Cáspio. Seu cabelo era castanho-escuro com uma franja repicada encantadora. Seus traços eram extremamente delicados, assim como sua pele, tão pálida quanto á minha. Usava um sobretudo preto, realçando sua pele.

Ah meu Deus. Logan Lerman. Logan Wade Lerman estava parado a apenas algum centímetros de mim, sorrindo com ternura e compaixão. Senti minhas bochechas quase queimarem quando ele dirigiu a palavra á mim.

- Oi. Necessitam de ajuda? – seu inglês era perfeito, sem sotaques e rápido. Estranhei um pouco, pois estava acostumada com o sotaque britânico.

Estava quase delirando. Aquele sim era Logan Lerman perguntando se eu necessitava de ajuda. Mas é claro que eu necessitava, ele estava ali na minha frente e eu naquele estado deprimente. Gaguejando, eu respondi:

- S-sim, por favor...

- Sou Logan. Logan Lerman. – ele exibiu os dentes brancos em um sorriso perfeito.

- Eu sou Hayley e esté é...

- Daniel. Mas para você é Danny. – Dan praticamente se jogou em cima de Logan, que apenas disfarçou uma risada mordendo o lábio inferior, sem desgrudar os olhos de mim. – Eu e a Hayley estamos aqui já faz quatro dias esperando você. A Hay é totalmente apaixonada por você, não sei como ela ainda não desmaiou te vendo.

Ele riu e fez um sinal para que nós o acompanhassem. Ele colocou seu Ray Ban preto e enrolou um cachecol branco no pescoço, provavelmente para se esconder dos outros. Chegamos até o estacionamente tranqüilos, onde um New Beetle preto esperava Logan. Eu e Dan entramos na parte traseira, enquanto Logan ia na frente com seu amigo Dean Collins.

- Dean, vamos para aquele shopping que Katie conseguiu fechar só para mim. – ele disse, tirando o Ray Ban. – Hayley e Dan precisam de roupas novas e secas. Por minha conta, tudo bem?

Eu apenas assenti, sem conseguir pronuncionar palavra alguma. Dean sorriu para nós e ligou o som. Wake Up, do Arcade Fire, começou a tocar baixinho. Eu sorri e comecei a cantar, pois sabia que aquela era a banda favorita de Logan. Ele me olhou e sorriu.

Entramos no shopping vazio, onde apenas algumas lojas estavam funcionando. Dean e Logan levaram Dan para uma loja masculina, enquanto Katie me acompanhou até uma feminina. Após muito experimentar, encontrei um vestido preto tomara-que-caia perfeito, que ficou lindo com um sapato rosa. Katie foi muito gentil comigo, e até me ajudou a arrumar meu cabelo.

Encontramos os meninos sentados, tomando sorvete e rindo. Dan vestia uma jaqueta xadrez de gola alta (http://twitpic.com/1vw51s), jeans e seu tênis vermelho. Assim que me viram, eles pararam imediatamente com as brincadeiras.

- WOW! – os três deixaram escapar, o que me deixou mais vermelha que meus próprios cabelos . Dan veio me abraçar.

- Vocês tem hora para voltar para casa? – perguntou Dean.

- Não. – eu respondi. – Mas se tivesse, quem se importa?

Todos rimos, e entramos novamente no New Beetle. Entre brincadeiras e músicas do Arcade Fire, fui me soltando. Logan era simpático e me fazia sorrir a cada cinco segundos. Quando olhei pela janela, fiquei surpresa ao ver que estavámos perto do Tâmisa. Do outro lado, estava a imponente London Eye, a roda-gigante de Londres.

Saímos do New Beetle, e fui seguindo Logan, que novamente havia colocado seu óculos e o cachecol. Katie foi na frente, e falou com um homem, que sorriu para nós e abriu uma cabine, onde todos nós nos acomodamos.

Logan sentou perto de mim e começamos a conversar. Comecei a lhe contar nossas aventuras no Heathrow, e ele apenas ria, sem um pingo de estrelismo. Quando terminei de lhe acontar a aventura, ele me cutucou e apontou para a frente. Estavámos no ponto mais alto da London Eye. Na nossa frente, uma Londres brilhante, sem nuvens ou e nem garoa. Era uma visão perfeita.

Voltei meu olhar para Logan. Inesperadamente, ele me abraçou e sussurou:

- Acho que tenho um motivo a mais para voltar para Londres.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

but frankly, i still feel alone

eu sou um auditório.
diariamente, muitas pessoas passam por mim. preenchem os espaços vazios de sorrisos. me trazem um pouco de alegria, me fazem esquecer que apesar de tudo aquilo, quando a cortina se fecha, a luz se apaga e os aplausos cessam, eu ainda estou sozinha. mergulhada no meu próprio silêncio, tentando fugir da minha própria solidão, mas sempre tropeçando nos buracos vazios e voltando á minha melancolia costumeira. é tudo muito temporário. eles vão embora. eu fico sozinha, apenas com meus pensamentos e sentimentos (nunca se esqueça de que os tenho também). apesar de parecer imponente, como se nada me derrubasse, no fundo eu sei que só um tijolo tirado de dentro de mim basta para eu desmoronar. de mim já foram tirados vários. mesmo no meio dos escombros, permaneço com ar de quem não se abala com nada. todo dia, fico na esperança de que alguém venha e fique comigo. alguém que, mesmo indo embora, eu sei que sempre vai voltar e nunca vai me deixar me sentindo sozinha. alguém que me ajude a me reerguer, que me mantenha forte. alguém como você.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

30 coisas que as pessoas devem saber sobre mim

1. tenho um amor incondicional pelos jonas brothers desde 2006 2. sou ciumenta e possessiva 3. gosto de meninos vestindo suéteres 4. adoro organizar coisas. menos meu quarto. 5. não sou boa em matemática 6. torço para o são paulo futebol clube 7. escuto fresno desde meus sete anos 8. eu AINDA acredito no amor 9. amo o sotaque britânico e o gaúcho 10. já sonhei com o john mayer me pedindo em casamento 11. já ganhei uma rosa do elvis presley 12. amo ler e amo cheiro de livro novo 13. ainda tenho um diário 14. simpatizo com gays, lésbicas e afins 15. coleciono emoticon de professores (os do professor de espanhol são meus favoritos) 16. gosto de fazer perguntas estranhas para as pessoas 17. amo meu grupo de teatro 18. gosto de garotos magrelos com rosto bonito 19. tenho queda por garotos de cabelos bagunçados 20. não vivo sem meu iPod 21. sou orgulhosa e egoísta 22. acho muito sexy meninos em camisetas xadrez 23. não gosto de chorar em público 24. diversão para mim definitivamente NÃO É passar a tarde em shoppings 25. queria ser a blair waldorf de gossip girl 26. ainda vou conhecer pessoalmente todos meus amigos virtuais 27. não gosto de garotos muito bombados 28. não me acho tão engraçada como dizem 29. quero aprender a tocar bateria 30. não sei porque estou fazendo esta lista idiota.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

something special to me

um sorriso no seu rosto, um sorriso nos rostos deles. por um momento, você quer congelar aquela cena e guardá-la consigo, para nunca, nunca mais esquecer. você quer guardar os sorrisos, o cheiro de café, o som das risadas, os bolinhos deliciosos de chocolate, a cara assustada da mulher, a cara envergonhado do seu amigo e o gosto do frappuccino de morango. é um daqueles momentos onde tudo parece perfeito, onde a vida ganha um certo brilho e algumas razões para ela ser maravilhosa. é nesses momentos que a gente percebe que é feliz. e que tudo que precisamos para uma tarde perfeita são nossos amigos (e alguns frappuccinos de chocolate).

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

just watch my dreams come true

um caderno debaixo do braço e uma caneta. do outro lado, você vê ele. sentado na bancada, parecendo ser alguém normal, apenas mais um no meio de tantos. mas ele não é, você sabe. as tatuagens, a calça apertada que você tanto ama, o cabelo bagunçado. na sua frente, está Rodrigo da Fonseca Tavares. tremendo, você vai até ele. pede um autográfo. mesmo que você se belisque, aquilo não é um sonho. é ele mesmo, na sua frente, usando a sua caneta, tão perto de você que até parece mais um dos seus sonhos bobos de fã. ele te entrega seu caderno, onde está escrito: "Mariana, um beijo! Tavares.", e te dá um abraço e um beijo. é real. você sente aquilo contra sua pele. balbucia algo sobre como o admira, e antes que fique tonta ao vê-lo sorrindo para você, se afasta. um sorriso aparece em seus lábios. sonhos realmente se tornam realidade.

sábado, 16 de janeiro de 2010

i write tragedies too

hoje era para ser um dia totalmente normal, mais um sábado monótono. digamos que meu dia mudou por causa de uma revista, onde na capa se lia: "Haiti: 12 de janeiro de 2010". troquei minhas revistas de moda e beleza por aquela revista, e quando cheguei em casa, a li rapidamente. foi então que me dei conta de coisas importantes da qual eu tinha me esquecido: ás vezes, passamos por coisas que acontecem na vida de toda pessoa - desilusões amorosas, decepções, brigas com o namorado, términos de namoros - e, por serem nossos únicos problemas na hora, parecem o fim do mundo. aqui estou eu para dizer á você que não, não é o fim do mundo. fim do mundo seria se você estivesse no lugar desses haitianos, muitos mortos e outros poucos sobreviventes, mas feridos e sem acesso á remédios ou anestésicos para sanar sua dor. imagine você, com todos esses problemas que já carrega mais outros causados por um desastre. imagine ver seus parentes mortos, ensanguentados, no chão. imagine ver seu amigo ferido e não poder fazer nada por ele e vê-lo morrendo em suas mãos. isso sim é fim do mundo. vendo por esse ponto de vista, somos pessoas privilegiadas. para nós, não falta água, alimento e remédios. só queria abrir o olho de muita gente do mesmo jeito que aquela reportagem abriu os meus.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

palavras, papel, lápis.

as palavras, sendo escritas apressadamente num papel amarrotado, o lápis deslizando ágil. "perdoar e esquecer, isso é tudo." as palavras te dizem. então, num estalo, você se dá conta que aquele pequeno trio - palavras + papel + lápis - são seus melhores amigos. deles, você nunca esconde nada. quase toda sua vida está escrita em papéis como esse, que você está segurando com firmeza. está tudo lá. as ilusões, as decepções, as alegrias. alguns papéis estão borrados de lágrimas, enquanto outros refletem sorrisos. esses são os textos da sua vida, que um dia irão se juntar e contar a história sobre: uma garota, sonhos e um monte de palavras. venha comigo se quiser ler essa história.